Há dois tipos de idealistas no mundo. O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante.
Há dois tipos de idealistas no mundo. O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante.
in Consciência Social | Permalink | Comments (5) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
Reblog (0) | |
Boa parte da história da humanidade transcorreu em uma época na qual a maioria da população vivia em pequenas vilas e cidades com no máximo 10.000 habitantes. Isso significa que havia, em média, 200 pessoas em sua faixa etária, que você conhecia por nome e sobrenome.
in Consciência Social | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
in Educação | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade.
Já li um economista defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos.
Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda definem felicidade como "estar bem consigo mesmo", "fazer o que se gosta" ou "ter coragem de sonhar alto".
in Consciência Social | Permalink | Comments (3) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
in Meio Ambiente | Permalink | Comments (1)
Reblog (0) | |
Precisamos achar meios para aprimorar o capitalismo em vez de passarmos por uma revolução para substituí-lo. Mas como? De que forma? O capitalismo se provou muito competente para produzir bens e serviços que os consumidores querem. Se houver um desejo insatisfeito no mercado, algum empreendedor irá se mexer para provê-lo. O que o capitalismo não sabe fazer ainda é produzir bens e serviços de que as pessoas precisam. Não há segredo em vender frangos barato entupindo-os de hormônios ou morangos saborosos, com agrotóxicos. A indústria automobilística colocou airbags nos carros por determinação do governo americano, porque há dez anos atrás o consumidor não queria.As TVs e os anunciantes se digladiam para mostrar o grotesco e o pornográfico, assuntos que o povo quer mas de que não necessariamente precisa.
Alguns empresários, porém, estão lentamente mudando esta situação. Estão gastando tempo, recursos organizacionais e dinheiro em atividades beneficentes e filantrópicas simplesmente porque acreditam que as empresas precisam produzir também bens que a sociedade requer. Surge uma nova geração de empresários brasileiros como Guilherme Leal, Ricardo Young, Sérgio Amoroso, Norberto Pascoal, entre outros, que estão gastando mais do que 5% do seu tempo, lucro e recursos organizacionais para oferecer o que eles acreditam que a sociedade precisa. Fazem parte de uma nova geração de empresários que está transformando um capitalismo de resultados em um capitalismo de benefícios.
Um outro grupo de empreendimento vai além, devota 100% de suas energias, dinheiro e organização para produzir o que a sociedade precisa. São entidades beneficentes, que ao longo destes anos adquiriram competência e técnicas organizacionais que seriam de muita valia para as empresas.
Quão mais fácil seria, por exemplo, para os Alcoólatras Anônimos vender pinga a seus associados, do que a abstinência ? Quão mais fácil seria colocar um outdoor vendendo bebida com mulheres sensuais do que angariar fundos filantrópicos ? Quão mais fácil seria para a Igreja Católica ceder às pressões de mudança, oferecendo o que os fiéis querem, do que se manter leal aos seus dogmas e insistir em oferecer o que ela acha que os fiéis precisam, custe o que custar ?
Conseguirão os empresários obter lucro ofertando o que o consumidor precisa ? Conseguirão obter lucro vendendo frangos sem hormônios, sorvetes sem aditivos químicos e morangos sem agrotóxicos ? Várias experiências mostram que sim. A Superbom, empresa dirigida pela Igreja Adventista consegue ser rentável apesar de produzir sucos dentro de processos naturalistas.
Tornar o capitalismo mais responsável já não parece uma tarefa impossível e existem vários grupos agindo neste sentido sem ter que passar pelo traumático processo de derrubar o sistema vigente.
Em 26 de maio de 1998, 50 entidades beneficentes receberam, merecidamente, o Prêmio Bem Eficiente de 1998 pela sua competência, liderança e exemplo, provando que existem soluções para os problemas sociais. Essas e as demais entidades são a semente para um novo tipo de capitalismo voltado para suprir a sociedade com o que ela precisa e não necessariamente com o que ela quer.
in Consciência Social | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
Há dois tipos de idealistas no mundo.
O primeiro grupo é composto de pessoas que querem ver um mundo melhor, acabar com as desigualdades, injustiças sociais e assim por diante. Gastam tempo como voluntários, doam dinheiro para entidades beneficentes e se engajam em campanhas das mais diversas.
Os americanos e europeus são campeões nessa área com os Ted Turners, Packards e Georges Soros da vida doando bilhões de dólares.
O segundo grupo de idealistas é aquele composto de pessoas que querem fazer a mesma coisa, mas que nunca pagam a conta.
São os chamados "idealistas-com-o-dinheiro-dos-outros".
Com o nosso dinheiro, para ser mais preciso.
Você não participa das decisões, eles raramente prestam contas de para onde vai todo o dinheiro e os resultados estão aí, nossos problemas sociais se agravando.
in Fund Raising | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
Se Almejarmos somente a média, seremos medíocres. Se almejarmos a excelência, seremos excelentes. Meu curso de administração dava muita ênfase à psicologia. Foi assim que conheci pessoalmente B.F. Skinner, Carl Rogers e Erik Erikson. O que me chamou a atenção foi a escassa literatura no que chamarei de comportamento exemplar. Ausência de doença não significa ter um corpo saudável e atlético. Ausência de neuroses e fobias não significa ser uma pessoa excepcional. Por que tão poucos modelos de excelência humana são apresentados aos pacientes como exemplos a ser seguidos?
Isso tem a ver com a história da psicanálise e da psiquiatria, que surgiu da observação dos pacientes com distúrbios mentais que procuravam médicos como Freud, Adler e Jung. O universo de observação ficava assim restrito e enviesado. Por isso, chega-se a conclusões como "os normais são raros, mas existem". Raros são os normais que procuram terapias, raros são os analistas que vão a campo identificar e "analisar" as pessoas excepcionais e que fazem a diferença por aí.
Os grandes exemplos humanos não
são mais exaltados em verso e em prosa pelos poetas, cineastas e
historiadores de hoje, como antigamente. Superar-se e realizar sonhos
tem sido a seara quase exclusiva dos autores de livros de auto-ajuda,
razão do seu franco crescimento, com raras exceções. Quem são os
pequenos heróis de hoje, as pessoas felizes, as famílias bem-sucedidas,
cujos exemplos nos seriam uma lição? Gostaríamos de saber.
Eu também cometi esse erro de observação no início da minha carreira.
Analisava empresas "doentes", empresas concordatárias ou falidas, e
delas tirava minhas conclusões. O acesso aos dados de empresas
concordatárias era farto, enquanto empresas bem-sucedidas e exemplares
escondiam o leite. Afinal, "o segredo é a alma do negócio". Foi quando
percebi que algo estava errado na abordagem científica da época e
criei, em 1974, a edição Melhores e Maiores, da revista Exame.
Passei a procurar identificar e divulgar as melhores empresas deste
país, para que elas servissem de exemplo às demais. Em 1981, Tom Peters
adotou a mesma abordagem no seu best-seller Em Busca da Excelência,
que consagrou esse método também nos Estados Unidos. Hoje, todo livro
de administração moderna fala de empresas vencedoras e bem-sucedidas.
Quando a jornalista Gail Sheehy escreveu o livro Pathfinders, em 1981, achei que ela provocaria a mesma revolução no estudo do ser humano. Conhecida pelo livro Passagens, Gail inovou o sistema de observação do ser humano entrevistando pessoas consideradas exemplares pelos seus pares. Ela catalogou 40.000 questionários perguntando: "Quem na sua cidade você admira, quem na sua cidade você emula e gostaria de ser?". Pesquisa jamais replicada no Brasil. Os 200 identificados não eram pessoas "bem-sucedidas" conforme a definição materialista atual por ter dinheiro ou poder, mas pessoas que outros consideravam um exemplo. Gail buscou identificar o positivo, em vez do negativo. Todas as pessoas entrevistadas por Gail quando jovens eram otimistas quanto ao próprio futuro. Tinham uma visão positiva de si e do mundo. Aprenderam essas lições de seus pais, não de seus professores. Tiveram enormes reveses na vida, perderam um filho, separaram-se mais de uma vez, e assim por diante. Todo ser humano tem problemas, e o segredo é saber administrá-los e não se deixar desesperar por causa deles. Ao contrário, foi justamente a correta administração desses problemas que as fez crescer como pessoas. Elas passaram a acreditar em si mesmas como construtoras da própria realidade.
Eu conheço dezenas dessas pessoas excepcionais – como por exemplo irmã Lina, a quem me referi aqui, em VEJA, na edição de 24 de abril de 2002 – que, infelizmente, nossos poetas, cineastas e intelectuais insistem em manter anônimas. Um único dia ao lado dessas pessoas maravilhosas é um tônico revigorante, uma lição de vida e muito melhor do que qualquer antidepressivo que alguém possa receitar.
| Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
Perguntamos aos líderes sociais das 400 maiores entidades
do Brasil, que transitam pelo site www.filantropia.org:
"Qual candidato à Presidência daria maior atenção ao terceiro
setor?". As 400 maiores
entidades do país auxiliam 13,4 milhões de pessoas diretamente
e muito mais do que isso indiretamente. É muito voto!
Sempre
acreditei que um dia o setor seria uma força política para
garantir a eleição de qualquer candidato, hoje e no futuro.
É um setor que tem garra, que tem acabativa (qualidade de
transformar planos em realidade), que busca o que precisa
com unhas e dentes, que não fica no discurso fácil da academia
e da política.
Se algum cientista político está tentando descobrir onde errou, por que Lula obteve tantos mais votos que o próprio PT, posso garantir que o terceiro setor teve enorme influência nesta eleição.
A primeira vez
que Antoninho Marmo Trevisan, assessor de Lula e membro do
conselho do nosso www.filantropia.org, ouviu de mim que Lula
tinha chance de ganhar as eleições já no primeiro turno foi
exatamente seis meses atrás. Eu disse isto diretamente ao Lula, que ainda estava na dúvida se canditava ou não. Foi em Dezembro de 2001, nos escritório do Trevisan.
O terceiro setor daqui para diante será um marco de referência para todo marqueteiro político.
O erro de José
Serra foi concentrar-se no econômico, talvez por ser economista.
Lula deveria ter dado graças a Deus por não ter um Ph.D.
Por
isso, ele observou a realidade brasileira, e não os livros
de economia, para saber que a questão seria o social, a opção
que tomou em sua campanha.
Um governo que acabou com a inflação e imprimiu um crescimento do PIB de 9% ao ano não tem muito mais a oferecer à população na área econômica.
Desde 1995 solicitamos
mensalmente aos líderes das 400 maiores entidades do país
que avaliem o governo na área social.
Em 1999, 78% consideraram
o governo Fernando Henrique Cardoso ruim ou péssimo. Em setembro
de 2002, somente 17% o viam como excelente e bom. A sorte
já estava selada.
Fernando Henrique ignorou o terceiro setor,
deixou o social mais nas mãos de dona Ruth Cardoso, sem verbas
nem apoio.
Ela teve de se esforçar em tempo integral para angariar fundos para a comunidade, pedindo verbas a empresários, num trabalho árduo de fund raising (captação de recursos junto a empresas e pessoas físicas que resulta em doações a entidades assistenciais).
As entidades
se sentiam ameaçadas quando dona Ruth visitava uma cidade.
No dia seguinte, era quase certo que algum empresário local
cortaria a verba sistemática de ajuda de vários anos. "Dona
Mariazinha, lamento informar que neste ano não vamos poder
colaborar. Nosso apoio foi para ajudar outra causa que eu
não tive como negar."
E não poderia mesmo. Afinal, era a mulher do presidente. Até eu recebi um telefonema desses, do mau amigo Rolim Amaro da Tam, e o serviço Doe Bens para uma Entidade, do www.filantropia.org, continua agora sem patrocinador.
As 400 maiores
entidades se sentem machucadas, abandonadas e usadas pelo
governo e pelos políticos, que somente as procuram na semana
anterior às eleições. Posso garantir que a força política
do terceiro setor veio para ficar.
Nenhum candidato no futuro ousará negligenciar o setor, que será muito influente nas eleições de 2010 e 2014 e 2018.
Se o próximo governo não conseguir corresponder às expectativas de melhoria no social, arrisco fazer uma estranha previsão. Seguramente veremos surgir um novo partido político, o Partido do Terceiro Setor (P3S), do qual farei questão de ser um dos primeiros filiados.
Um partido que será para milhares de entidades sociais, e para os realmente necessitados e excluídos, o que o PT foi com tanto sucesso para os sindicatos e trabalhadores brasileiros: uma voz ativa.
Artigo Publicado na Revista Veja, Editora Abril, edição 1775, ano 35, nº 43, 30 de outubro de 2002, página 24.
in Administração No 3 Setor | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Reblog (0) | |
Recent Comments